Imagem reenquadrada e otimizada por IA a partir de registro real atribuído às redes sociais de Deolane Bezerra.

Interpol monitorava Deolane na Itália antes de prisão no Brasil

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo contaram com apoio da Interpol para acompanhar Deolane Bezerra durante uma viagem à Itália.

A influenciadora e advogada ficou cerca de 20 dias em Roma antes de retornar ao Brasil. Um dia após o desembarque, ela foi presa em Barueri, na Grande São Paulo, durante a Operação Vérnix.

Autoridades acompanharam viagem de Deolane a Roma

Segundo a apuração, o avanço da investigação ocorreu enquanto Deolane estava em território europeu. Ela ficou hospedada em um prédio de luxo na região da Piazza di Spagna, em Roma, onde as diárias ultrapassam R$ 15 mil. Enquanto isso, autoridades paulistas acionaram a cooperação internacional para monitorar seus deslocamentos. A Polícia Civil e o MP-SP teriam contado com auxílio da Interpol, organização que conecta forças de segurança de diferentes países. Inicialmente, os investigadores avaliavam a possibilidade de prendê-la ainda em Roma. Porém, a influenciadora retornou ao Brasil antes da execução da medida.

Prisão ocorreu um dia após retorno ao Brasil

Deolane foi detida na quinta-feira (21), durante a deflagração da Operação Vérnix. A prisão aconteceu em sua mansão em Barueri, na Grande São Paulo, um dia depois de ela desembarcar no país. A ação também cumpriu mandados ligados a outros investigados. O caso ganhou grande repercussão por envolver uma personalidade conhecida nas redes sociais e no meio jurídico. Contudo, a investigação tem natureza policial e mira supostas movimentações financeiras atribuídas a um esquema criminoso. Por isso, a apuração segue tratada pelas autoridades como caso de segurança pública e crime organizado.

Investigação aponta suspeita de movimentações milionárias

De acordo com investigadores, Deolane seria uma das responsáveis por movimentar valores milionários ligados ao núcleo financeiro do Primeiro Comando da Capital, o PCC. A apuração aponta o uso de empresas consideradas de fachada para dar aparência legal a recursos de origem ilícita. Relatórios financeiros teriam identificado movimentações incompatíveis com a renda declarada da influenciadora. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 27 milhões ligados diretamente a Deolane. Além disso, mais de R$ 327 milhões em bens e ativos atribuídos ao grupo investigado foram bloqueados.

Operação também mira integrantes ligados ao PCC

A Operação Vérnix também teve como alvo integrantes da cúpula do PCC, incluindo Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, que já cumpre pena em presídio federal. Familiares e operadores financeiros apontados como integrantes do suposto esquema também foram alvos de mandados. Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após a apreensão de bilhetes dentro de uma penitenciária em São Paulo. Os manuscritos teriam indicado movimentações financeiras da facção e possíveis conexões com empresas associadas à influenciadora. Outro ponto observado pelas autoridades envolve suspeitas de depósitos fracionados em contas ligadas a Deolane. Conforme a apuração, mais de R$ 1 milhão teria sido movimentado por pequenas transferências, mecanismo que pode dificultar o rastreamento financeiro.

Deolane nega irregularidades e cita atuação como advogada

Durante audiência de custódia realizada na sexta-feira (22), Deolane afirmou que o caso envolve pagamento recebido no exercício da advocacia. Segundo ela, os fatos citados seriam antigos, referentes aos anos de 2019 e 2020. A influenciadora declarou que teria recebido R$ 24 mil de um cliente em razão de sua atuação profissional. A defesa sustenta, portanto, que a prisão estaria ligada ao exercício da profissão. As investigações, contudo, ainda seguem em andamento e dependem da análise judicial dos elementos reunidos.

Fonte: Bacci Notícias – https://baccinoticias.com.br/interpol-monitorava-deolane-na-italia-antes-de-prisao/

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