O roteirista Randall Wallace revelou um alerta que teria recebido de Mel Gibson quando os dois começaram a discutir uma continuação de A Paixão de Cristo.
Segundo Wallace, o cineasta afirmou que “Satanás virá atrás de você” caso ele assumisse o projeto. A declaração voltou a repercutir agora, enquanto a produção de A Ressurreição de Cristo avança após anos de desenvolvimento.
Ideia da continuação surgiu durante divulgação de outro filme
A conversa teria ocorrido há cerca de uma década, quando Wallace e Gibson promoviam Até o Último Homem, lançado em 2016. Na ocasião, o roteirista sugeriu que a história seguinte deveria abordar a ressurreição de Jesus, retomando os acontecimentos posteriores ao encerramento de A Paixão de Cristo, sucesso lançado em 2004. Gibson teria demonstrado interesse, mas ressaltou que o trabalho não poderia ser motivado apenas por dinheiro, revanche ou resposta aos críticos do primeiro longa.
Alerta refletia a dimensão espiritual atribuída ao projeto
Na lembrança de Randall Wallace, foi durante essa conversa que Mel Gibson fez o alerta sobre uma possível reação de Satanás. A declaração foi apresentada pelo roteirista dentro da visão religiosa compartilhada pelos envolvidos, segundo a qual uma produção dedicada à ressurreição de Cristo também poderia trazer desafios pessoais, profissionais e espirituais. Essa interpretação pertence ao campo da fé dos artistas e de parte do público, não representando uma constatação objetiva ou cientificamente verificável.
Filme passou anos em desenvolvimento antes de avançar
Após as conversas iniciais, Gibson, Wallace e Donal Gibson, irmão do diretor, trabalharam durante vários anos no desenvolvimento do roteiro. A continuação recebeu o título de A Ressurreição de Cristo e pretende explorar os acontecimentos posteriores à crucificação, com uma abordagem espiritual mais ampla. O relato de Wallace ganhou nova atenção por revelar como os próprios realizadores enxergam o peso religioso da obra, enquanto espectadores podem interpretar o episódio tanto pela fé quanto por uma perspectiva exclusivamente artística e cinematográfica.
Fontes: Revista Monet, Entertainment Weekly e People, Editorial BaluarTV.

