Ilustração fotográfica ultrarrealista gerada por IA representa o deputado federal paraguaio Rubén Rubin em ambiente institucional, durante fala ao microfone.

Deputado paraguaio “detona” fala de Lula sobre a Guerra da Tríplice Aliança

O deputado paraguaio Rubén Rubin criticou duramente declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Guerra da Tríplice Aliança.

O parlamentar afirmou que o brasileiro apresentou uma versão simplificada do conflito e cobrou uma reação firme das autoridades do Paraguai. A manifestação ampliou a repercussão política do episódio entre representantes dos dois países.

Fala de Lula ocorreu durante visita a empresa de defesa

A controvérsia começou após Lula visitar as instalações da empresa brasileira Avibras, em Jacareí, no interior de São Paulo. Ao defender investimentos na área militar, o presidente recordou o conflito do século XIX e declarou que o Paraguai decidiu invadir o Brasil, além de avançar sobre territórios da Argentina e do Uruguai. A afirmação provocou críticas de parlamentares paraguaios, que consideraram o relato incompleto.

Rubén Rubin acusa presidente de distorcer a história

Rubin declarou repudiar as palavras de Lula por entender que elas distorcem a história da Guerra da Tríplice Aliança. Segundo o deputado, o conflito não pode ser resumido apenas à ofensiva paraguaia, pois também envolveu interesses e decisões anteriores de Brasil, Argentina e Uruguai. O parlamentar afirmou ainda que um povo que esquece sua própria história permite que outros a reescrevam conforme suas conveniências.

Deputado cobra resposta do governo paraguaio

Além de contestar o presidente brasileiro, Rubin criticou o que classificou como silêncio do governo de Santiago Peña diante da declaração. O deputado anunciou que voltará a propor a criação de um Dia da Memória Nacional sobre a guerra e defendeu ações diplomáticas para a devolução de troféus paraguaios que permanecem no Brasil. A discussão passou a envolver memória histórica, soberania e as relações políticas entre os dois países.

Fontes: Luiz Bacci, ABC Color e La Nación Paraguai.

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