Montagem ilustrativa editorial gerada por IA mostra, à esquerda, a proteína da polilaminina em visão microscópica e, à direita, a pesquisadora Tatiana Sampaio.

Polilaminina: Tatiana Sampaio diz que chora e critica restrições que deixam pacientes fora do uso compassivo

A pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio afirmou que tem se emocionado ao precisar negar acesso à polilaminina a pacientes que não se enquadram nos critérios atualmente adotados para o uso da substância experimental.

A declaração foi feita em uma live realizada em 27 de agosto, poucos meses após o início da primeira etapa formal de pesquisa clínica com o produto no Brasil. Tatiana também manifestou discordância em relação às restrições aplicadas a determinados casos de uso compassivo.

Pesquisadora relata impacto emocional das negativas

Durante a entrevista, Tatiana afirmou que chora com frequência diante de pedidos feitos por famílias de pessoas com lesões medulares que procuram acesso à polilaminina. Segundo a pesquisadora, pacientes que anteriormente poderiam ser avaliados dentro de uma janela mais ampla passaram a ficar fora dos critérios considerados em situações recentes. Ela classificou a mudança como excessivamente restritiva e lamentou ter de comunicar às famílias que alguns casos já não podem ser atendidos dentro das condições atualmente estabelecidas.

Uso compassivo é diferente da pesquisa clínica

A polilaminina permanece como um produto experimental e não está aprovada para uso terapêutico amplo. Em janeiro de 2026, a Anvisa autorizou o início do estudo clínico de fase 1 para avaliar a segurança da aplicação em cinco pacientes, com idades entre 18 e 72 anos, que apresentem lesão aguda completa da medula torácica ocorrida há menos de 72 horas. O uso compassivo, por sua vez, faz parte dos chamados programas assistenciais e pode permitir acesso individual a medicamentos ainda em desenvolvimento para pacientes graves que não participam da pesquisa clínica e não dispõem de alternativa terapêutica satisfatória.

Tatiana critica restrições, enquanto Anvisa mantém avaliação regulatória

Na manifestação do dia 27, Tatiana Sampaio sustentou que houve um endurecimento inadequado dos critérios aplicados aos pacientes que procuram a polilaminina por via compassiva. A posição representa a avaliação da própria pesquisadora e não significa que a substância tenha recebido autorização para utilização irrestrita. A Anvisa mantém a polilaminina sob acompanhamento regulatório e considera o produto uma tecnologia experimental, enquanto o estudo clínico segue etapas destinadas a avaliar inicialmente sua segurança e, posteriormente, gerar evidências necessárias sobre seus potenciais benefícios e riscos.

Fontes: Só Notícia Boa e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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