O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, estaria disposto a apresentar uma nova proposta de delação premiada com informações consideradas sensíveis sobre relações mantidas nos bastidores do poder.
Segundo relatos publicados nesta sexta-feira (4), ele teria afirmado a um interlocutor que pretende “explodir todo o sistema”, em referência metafórica ao alcance das revelações que diz possuir.
Vorcaro fala em fazer uma “confissão pública”
De acordo com informações divulgadas pela revista Veja e repercutidas pela Folha do Estado, Vorcaro teria declarado durante uma visita na prisão que pretende fazer uma “confissão pública”. O banqueiro afirma ter informações relevantes para contribuir com as investigações e sustenta que ainda não teria sido devidamente ouvido sobre tudo o que conhece.
Material incluiria documentos e dados de celulares
A nova tentativa de colaboração estaria sendo estruturada com base em relatórios, documentos bancários no exterior, dados extraídos de celulares e mensagens atribuídas a pessoas influentes. A defesa trabalha para demonstrar que o conteúdo possui potencial de comprovação e relevância suficiente para justificar a abertura de uma nova negociação com as autoridades.
Acordos anteriores encontraram resistência
Vorcaro já manifestou interesse em firmar delação premiada em outras ocasiões, mas propostas anteriores enfrentaram resistência da Polícia Federal e do Ministério Público. Investigações recentes mostram, porém, que autoridades admitem reavaliar uma eventual colaboração caso sejam apresentados fatos novos, informações verificáveis e dados completos sobre operações e patrimônio mantido fora do país.
Eventual delação ainda depende de validação
Até o momento, não há acordo de colaboração homologado com base nessa nova iniciativa. Qualquer delação precisaria passar por negociação formal, análise das autoridades e posterior validação judicial, além de ser confrontada com documentos e outras provas independentes. Por isso, as declarações atribuídas a Vorcaro permanecem, por enquanto, como alegações ainda sujeitas a confirmação pelas investigações.
Fontes: Folha do Estado, Veja e Folha de S.Paulo.

