O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou uma manifestação de 44 páginas antes da sessão desta terça-feira (15), na qual o plenário analisa a possível abertura de investigação envolvendo seu nome.
No documento, Moraes classifica as acusações como parte de uma “tentativa de vingança” e contesta a validade dos elementos reunidos contra ele. O caso envolve referências a contatos com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e ampliou a tensão interna na Corte.
Moraes contesta relatório e fala em motivação político-eleitoral
Na manifestação encaminhada ao STF, Moraes afirma que o material apresentado contra ele teria caráter político e eleitoral e sustenta que o relatório usado como base para a apuração seria inválido. Segundo o ministro, as acusações representariam uma continuidade de ataques relacionados à sua atuação em investigações e processos decorrentes dos atos de 8 de janeiro de 2023. Ele também rejeita a existência de irregularidades em sua conduta.
Defesa questiona supostos diálogos com Daniel Vorcaro
Outro ponto central da defesa diz respeito às referências a Daniel Vorcaro. Moraes argumenta que o material localizado contém mensagens e registros atribuídos ao ex-banqueiro, mas não comprovaria, por si só, a existência de diálogos efetivos ou respostas de sua parte. O ministro também sustenta que não há, nos elementos apresentados até agora, demonstração de favorecimento ilícito ou participação em eventuais irregularidades envolvendo o Banco Master.
STF analisa possível abertura de investigação contra ministro
A sessão desta terça-feira é considerada juridicamente relevante porque o Supremo discute a possibilidade de instaurar uma investigação contra um integrante da própria Corte. O presidente do STF, Edson Fachin, conduz o julgamento, enquanto Alexandre de Moraes não participa da deliberação sobre o próprio caso. A análise deve definir se os elementos disponíveis são suficientes para justificar a abertura formal de uma apuração.
Fontes: Jornal da Cidade Online, UOL e Folha de S.Paulo.

