Imagem de Gabriel Gunley em academia, obtida em matéria do G1, reenquadrada e otimizada por IA a partir de registro real de reprodução atribuído às redes sociais.

Doença no coração que matou fisiculturista pode ser genética e agravada por anabolizantes

A morte do fisiculturista e influenciador Gabriel Ganley, de 22 anos, ganhou um novo desdobramento após a divulgação do atestado de óbito.

O documento aponta morte súbita causada por uma doença no coração conhecida como cardiomiopatia hipertrófica. Agora, o caso também levanta alerta sobre saúde cardíaca, genética e uso de substâncias no meio fitness.

Influenciador foi encontrado morto em São Paulo

Gabriel Ganley foi encontrado sem vida no sábado (23), no apartamento onde morava, na Mooca, Zona Leste de São Paulo. O jovem era conhecido nas redes sociais pelo conteúdo ligado ao fisiculturismo, treinos, dieta e rotina de preparação física. A morte causou grande repercussão entre seguidores, atletas e pessoas ligadas ao universo fitness. De acordo com informações divulgadas sobre o caso, o fisiculturista tinha 22 anos e acumulava grande audiência nas redes sociais. A Polícia Civil de São Paulo abriu investigação para esclarecer as circunstâncias da morte. Até o momento, as informações disponíveis apontam para morte súbita, sem que isso encerre todos os procedimentos oficiais de apuração.

Atestado apontou morte súbita por doença cardíaca

O atestado de óbito apontou que Gabriel morreu em decorrência de uma morte súbita causada por cardiomiopatia hipertrófica. A condição afeta o músculo do coração e pode dificultar o funcionamento adequado do órgão. Em alguns casos, a pessoa não sabe que tem o problema até ocorrer um episódio grave. A morte súbita acontece quando o coração para de funcionar de forma inesperada. Em doenças como essa, o risco pode estar associado a alterações no ritmo cardíaco, principalmente durante esforço intenso. Por isso, o caso chamou atenção não apenas pela idade do atleta, mas também pelo contexto de alta exigência física.

O que é a doença citada no caso

A cardiomiopatia hipertrófica é uma doença em que o músculo do coração fica mais espesso do que o normal. Com isso, o coração pode ter mais dificuldade para bombear o sangue e também para relaxar entre uma batida e outra. A explicação é técnica, mas o alerta é simples: nem todo coração forte por fora está saudável por dentro. Essa condição pode ser genética e aparecer em pessoas jovens, inclusive atletas. Além disso, pode passar despercebida quando não provoca sintomas claros. Em algumas pessoas, os sinais incluem falta de ar, dor no peito, tontura, desmaios ou palpitações, especialmente durante exercícios.

Doença pode ser silenciosa em jovens ativos

Um dos pontos mais preocupantes é que a doença pode não apresentar sintomas evidentes. Por isso, há casos em que o primeiro sinal grave é justamente uma arritmia ou uma parada cardíaca. Esse risco ajuda a explicar por que exames preventivos são importantes para pessoas que praticam atividade física intensa. Atletas, fisiculturistas e pessoas que treinam em alta intensidade precisam ter acompanhamento médico regular. Eletrocardiograma, ecocardiograma, avaliação clínica e histórico familiar podem ajudar a identificar riscos. Contudo, apenas um médico pode indicar quais exames são necessários para cada pessoa.

Anabolizantes podem agravar riscos ao coração

Especialistas alertam que anabolizantes podem aumentar riscos cardiovasculares, especialmente quando usados sem orientação médica. Essas substâncias podem contribuir para alterações na pressão arterial, no colesterol, no músculo cardíaco e no ritmo do coração. Em pessoas com predisposição genética, o perigo pode ser ainda maior. No caso de Gabriel, é importante destacar que a divulgação da doença no atestado não significa, por si só, confirmação de que anabolizantes causaram a morte. A associação entre substâncias, rotina de treino e condição cardíaca depende de investigação, histórico clínico e laudos complementares. Portanto, o cuidado editorial é necessário para evitar conclusões precipitadas.

Caso reforça alerta para exames e acompanhamento

A morte de Gabriel Ganley reacende uma discussão importante sobre o limite entre estética, desempenho e saúde. O fisiculturismo exige disciplina, alimentação controlada e treinos intensos. Porém, nenhuma meta física deve substituir avaliação médica, acompanhamento profissional e atenção a sinais do corpo. Do ponto de vista médico, sintomas como dor no peito, falta de ar fora do padrão, desmaios, tonturas e palpitações não devem ser ignorados. Além disso, histórico familiar de morte súbita ou doença cardíaca precisa ser informado ao cardiologista. O caso mostra que prevenção, exames e responsabilidade no uso de substâncias podem fazer diferença.

Fontes: G1, Metrópoles, CNN Brasil, Itatiaia, Mayo Clinic.

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