O Departamento de Estado dos Estados Unidos criticou a condenação de Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal e tratou o caso como parte de um cenário de perseguição política contra opositores no Brasil.
A Primeira Turma do STF condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A decisão ocorre em meio ao aumento da tensão diplomática entre Brasília e Washington.
Departamento de Estado critica decisão do Supremo
A manifestação dos Estados Unidos foi divulgada após a condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF. Segundo a diplomacia norte-americana, o caso se insere em um contexto de pressão contra lideranças políticas de oposição no Brasil. A avaliação foi repercutida por veículos brasileiros e internacionais e ampliou o desgaste entre os dois países, especialmente em um momento de forte sensibilidade política e eleitoral.
STF condenou Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou Eduardo Bolsonaro, de forma unânime, pelo crime de coação no curso do processo. A pena fixada foi de quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, além de inelegibilidade por oito anos. O entendimento da Corte foi de que o ex-deputado atuou nos Estados Unidos para tentar pressionar autoridades brasileiras durante o andamento de processos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Atuação nos Estados Unidos esteve no centro da acusação
De acordo com a acusação, Eduardo Bolsonaro teria buscado apoio político em Washington para pressionar o Judiciário brasileiro, inclusive por meio da defesa de sanções e medidas contra autoridades do Brasil. A defesa e aliados do ex-deputado sustentam que a atuação foi política e ligada à liberdade de expressão. Já a decisão do STF considerou que as ações ultrapassaram o campo político e configuraram tentativa de interferência em processo judicial.
Caso aumenta tensão entre Brasil e Estados Unidos
A reação norte-americana adiciona um novo elemento à relação entre os governos de Brasil e Estados Unidos. O episódio ocorre em um ambiente de divergências sobre política, Justiça, comércio e eleições, com manifestações públicas de autoridades dos dois países. Enquanto o STF defende a legalidade da condenação, a diplomacia dos EUA afirma ver sinais de perseguição política, o que mantém o tema no centro do debate institucional e internacional.
Fontes: Reuters, AP, Agência Brasil, Poder360 e UOL.

