O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, adotou um discurso mais firme diante da crise interna provocada pelos novos desdobramentos do caso Banco Master e pela repercussão de mensagens envolvendo integrantes da Corte.
Segundo relatos publicados nesta quinta-feira (3), Fachin teria afirmado a interlocutores que “não vou botar a mão na cabeça de ninguém”, sinalizando que pretende cobrar responsabilidade individual dos ministros. Publicamente, o presidente do STF também prometeu anunciar “medidas cabíveis e necessárias” nos próximos dias.
Fachin reforça deveres e limites de ministros do Supremo
Ao se manifestar sobre a crise, Fachin afirmou que a elevada autoridade atribuída aos ministros do STF não representa privilégio, mas impõe deveres, limites e responsabilidades. O presidente da Corte evitou antecipar decisões específicas, porém indicou que os fatos serão examinados institucionalmente e que a resposta deverá combinar serenidade, responsabilidade e firmeza.
Crise interna aumenta pressão por uma resposta institucional
O ambiente no Supremo ficou mais tenso após a divulgação de informações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes, além de questionamentos sobre procedimentos adotados pelo relator André Mendonça. Fachin tem mantido conversas com integrantes da Corte enquanto avalia como o plenário deverá tratar os novos elementos e se haverá necessidade de medidas adicionais.
Presidente do STF tenta preservar a Corte sem antecipar julgamentos
Apesar do tom mais duro atribuído às conversas internas, Fachin tem evitado apontar previamente culpados ou antecipar o resultado de eventuais apurações. A posição manifestada até agora é a de que a instituição precisa responder aos fatos sem ignorar garantias processuais, ao mesmo tempo em que preserva a credibilidade do Supremo diante da repercussão política e jurídica do episódio.
Fontes: Diário 360, Folha de S.Paulo, Correio Braziliense, Valor Econômico.

