A empresa responsável pelo salto de rope jump que terminou com a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, não tinha autorização para realizar atividades esportivas na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo.
A informação foi confirmada pela Secretaria de Patrimônio da União à CNN Brasil. O caso ocorreu no sábado (13) e passou a ser investigado após a jovem ser arremessada de uma altura de cerca de 40 metros sem estar presa ao equipamento de segurança.
SPU diz que acesso à ponte não era autorizado
De acordo com a Secretaria de Patrimônio da União, a Ponte do Esqueleto pertence ao trecho não implantado da antiga Rede Ferroviária Federal e foi incorporada ao patrimônio da SPU em 2026. A pasta informou que nenhuma empresa tinha autorização para usar o local em atividades esportivas. Ainda segundo o órgão, já havia sido solicitado apoio a prefeituras da região para impedir o acesso à estrutura.
Jovem morreu após falha no procedimento de segurança
Maria Eduarda havia procurado a empresa Entre Cordas para realizar um salto de rope jump. Segundo a apuração, ela foi arremessada da ponte sem estar presa à corda que deveria garantir a sustentação durante a queda. Pessoas que estavam no local perceberam a ausência do equipamento de segurança no momento do salto e reagiram imediatamente à situação.
Atendimento foi feito no local, mas vítima não resistiu
Após a queda, pessoas presentes tentaram realizar manobras de reanimação até a chegada do Samu. No entanto, Maria Eduarda morreu ainda no local em razão de politraumatismo. O caso gerou forte repercussão e levou autoridades a analisarem as condições de acesso à ponte, a atuação da empresa e os procedimentos adotados antes da atividade.
Três funcionários tiveram prisão preventiva decretada
Depois do episódio, três funcionários da empresa foram presos, e a Justiça de São Paulo converteu as prisões em preventivas. Na decisão, o Judiciário apontou indícios de negligência relacionados à atuação da companhia. A CNN Brasil informou que tenta contato com a empresa Entre Cordas, mas ainda não havia recebido retorno até a publicação da reportagem.
Fonte: CNN Brasil – https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/morte-em-rope-jump-empresa-nao-tinha-autorizacao-para-realizar-saltos/

