A Polícia Federal apontou o funkeiro MC Ryan SP como um dos líderes de uma organização criminosa investigada por movimentar cifras bilionárias no Brasil.
A operação, deflagrada na quarta-feira (15), revelou um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro que pode ter alcançado até R$ 260 bilhões, segundo estimativas das autoridades. O caso ganhou novos desdobramentos com prisões, bloqueios de bens e aprofundamento das investigações.
Operação Narco Fluxo mobilizou mais de 200 agentes
A ofensiva da Polícia Federal foi realizada no âmbito da Operação Narco Fluxo, que contou com mais de 200 agentes e apoio da Polícia Militar de São Paulo. Ao todo, foram expedidos 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão, cumpridos em pelo menos nove estados. Entre eles estão São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Goiás e Distrito Federal.
Grupo é suspeito de movimentar até R$ 260 bilhões
Embora relatórios iniciais do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontem movimentações de cerca de R$ 1,63 bilhão, a investigação indica que o volume total pode ultrapassar R$ 260 bilhões. Segundo a PF, o grupo operava como uma espécie de “instituição financeira clandestina”, utilizando estruturas complexas para ocultar a origem dos valores.
Esquema envolvia criptoativos e operações internacionais
De acordo com os investigadores, a organização utilizava mecanismos sofisticados para lavar dinheiro, incluindo transações com criptoativos, envio de valores ao exterior e circulação de grandes quantias em espécie. Além disso, eram realizadas múltiplas transferências entre contas para dificultar o rastreamento financeiro.
Prisões ocorreram em diferentes estados e contextos
MC Ryan SP, de 25 anos, foi preso durante uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, litoral paulista. Já o funkeiro MC Poze do Rodo foi detido em sua residência no Rio de Janeiro. Além deles, influenciadores e empresários também foram alvos da operação, incluindo o criador da página Choquei.
Justiça determinou bloqueio de bens e restrições financeiras
Como parte das medidas cautelares, a Justiça determinou o sequestro de bens, bloqueio de valores e restrições societárias dos investigados. A ação busca interromper as atividades ilícitas e garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos. Veículos de luxo, dinheiro em espécie e equipamentos eletrônicos foram apreendidos durante a operação.
Defesa nega irregularidades e alega origem lícita dos valores
A defesa de MC Ryan SP afirmou que ainda não teve acesso completo aos autos do processo, que tramita sob sigilo. Em nota, os advogados sustentam que “todos os valores possuem origem devidamente comprovada” e que o artista sempre atuou dentro da legalidade. Entretanto, as investigações seguem em andamento e podem gerar novas acusações nos próximos dias.
Fonte: CNN Brasil – https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/pf-mc-ryan-e-lider-de-organizacao-criminosa-que-movimentou-r-260-bilhoes/

