Imagem de satélite do Brasil à noite, com regiões do Sul, Sudeste e Centro-Oeste com pouca iluminação, simbolizando o apagão. Imagem gerada por inteligência artificial.

De acordo com ministro, apagão não foi por falta de energia e sim por falha elétrica

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, relatou que o apagão que atingiu 13 estados e o Distrito Federal não foi por falta de energia, mas sim por “falha elétrica” no sistema de transmissão.

Ele afirmou que o sistema já foi restabelecido em todos os locais afetados e que o incidente envolveu uma desconexão causada por incêndio em subestação. A declaração encerra a fase inicial da investigação técnica.

Incêndio em subestação provocou desconexão entre regiões

Dados divulgados pelo ministério indicam que um incêndio em uma subestação localizada no Paraná gerou uma sobrecarga e desconectou redes críticas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Essa interrupção gerou uma contingência severa, levando ao apagão em diversos estados que dependem daquelas linhas de transmissão. Segundo o ministro, o corte ocorreu de forma automática no sistema de proteção para evitar danos maiores.

Fornecimento já foi retomado em 100% das localidades afetadas

Silveira afirmou que todas as unidades federativas que sofreram com o apagão já tiveram a energia restabelecida. Ele enfatizou que “hoje há muita energia no país” e que o problema não foi escassez de produção, mas sim de infraestrutura. O ministro também mencionou investimentos anteriores feitos para reforçar redes de transmissão e garantir redundância ao sistema.

Sistema de transmissão e falha estrutural no foco da apuração

Durante o pronunciamento, o ministro disse que a investigação está voltada para identificar precisamente a origem da falha elétrica: se foi problema em componentes, projetos ou manutenção. Ele explicou que redes de transmissão mais vulneráveis podem, em momentos de contingência, gerar efeitos em cascata. Os técnicos estão concentrados em mapear a linha que desencadeou a pane.

Responsabilidade administrativa e próximos passos da investigação

O governo também abriu procedimento administrativo para apurar responsabilidades. Empresas de energia e órgãos reguladores deverão prestar esclarecimentos. O ministro prometeu transparência nos relatórios finais e garantiu que medidas para evitar novos apagões serão anunciadas em breve. Embora tecnicamente encerrada a interrupção, o episódio gerou forte repercussão política e preocupação pública com a confiabilidade do sistema elétrico.

Fonte: Portal Metropoles

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