As ações do Magazine Luiza registraram uma queda de 58,24% nesta segunda-feira (26), primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os papéis da varejista, negociados na B3 sob o código MGLU3, encerraram o dia cotados a R$ 5,30, liderando as perdas do Ibovespa. A forte desvalorização ocorreu em meio à reação negativa de investidores ao resultado eleitoral e às incertezas sobre os rumos da economia brasileira. O movimento também atingiu empresas dos setores de varejo, construção civil e serviços.
Magazine Luiza lidera perdas em dia de forte queda na Bolsa
Segundo levantamento da Bloomberg Línea, o Magazine Luiza apresentou a maior desvalorização entre as ações do Ibovespa no pregão de 26 de outubro. O principal índice da Bolsa brasileira recuou 13,88%, encerrando o dia aos 176.608 pontos. A intensidade das vendas levou a B3 a acionar o mecanismo de circuit breaker, que interrompe temporariamente as negociações durante oscilações extremas. Outras empresas, como Vamos, Hapvida e C&A, também registraram perdas expressivas.
Juros e expectativas econômicas pressionam o varejo
A queda aconteceu após investidores reverem suas expectativas diante da continuidade do governo Lula. Parte do mercado apostava em uma mudança de administração e em possíveis alterações na política econômica a partir de 2027. Além disso, a perspectiva de juros elevados por mais tempo aumentou a pressão sobre empresas dependentes de crédito e consumo, como o Magazine Luiza. Esse cenário ajuda a explicar a intensidade da reação, embora não seja possível atribuir toda a desvalorização a um único fator político.
Mercado aguarda sinais sobre os próximos passos da economia
Após a forte movimentação, investidores passaram a acompanhar com maior atenção as perspectivas para a política fiscal, a inflação e a trajetória dos juros. O resultado eleitoral provocou uma mudança nas apostas financeiras que haviam favorecido ações ligadas ao consumo antes do segundo turno. Agora, o desempenho do Magazine Luiza dependerá tanto das condições econômicas quanto dos resultados e das estratégias da própria empresa. A queda registrada representa uma desvalorização das ações na Bolsa, não uma redução equivalente no faturamento da varejista.
Fontes: Bloomberg Línea (26/10/2026), CNN Brasil (26 e 27/10/2026) e Reuters (26/10/2026).

